Texto da minha 2ª experiência de Regressão a Vidas Passadas

 

Data: 05/07/2001. Início: 17:05h ‑ término: 19:02h
O texto abaixo foi escrito pela psicóloga que fez a regressão. Depois eu o passei a limpo.
Em verde, as falas dela.
Como fiquei consciente durante o processo, sei que o texto corresponde basicamente ao que eu de fato disse.

 

(Você está bem?) Estou. (o quê vem para você?) Por ora, nada. Fico próximo de dormir de verdade. (onde você está? é um museu?) Sim. [obs: faltando alguma parte da transcrição aqui] (como é essa estátua?) Uma pedra escura, no formato de uma mulher. (abrace‑a) (passe para o corredor) (porta do museu ‑ abra ‑ saia) Uma floresta. É dia claro. É um parque ou praça. (tem gente lá?) Não. (e você?) Não faço nada. Árvores grandes, arbustos. (o quê mais?) Nada. (1 hora depois) O mesmo lugar, já escurecendo. (você está só?) Sim. (perceba como você é) Nada muito claro. Não dá para sentir a roupa. (e você?) Cheinho e baixinho. (idade?) 8 anos. (nome?) Ram. (é uma cidade?) Não é uma cidade. (o que é?) Não há mais nada ali. (sabe o ano?) Não. (o quê Ram faz ali?) Não sei. (sinta a presença do seu mentor) Nada. (sinta se tem algum ser interferindo na sua regressão) Acho que não tem. (o quê sente a sua volta?) Cor rosa. Difusa, agora não vejo mais. (origem do medo do escuro) Não dá para sentir medo do escuro. (origem do medo de ficar sozinho). A mesma praça do lugar anterior. A vida de Ram. (o quê ocorreu?) Não, o medo de ser fisicamente atacado. (perceba a origem desse medo) Não consigo chegar lá. (o quê lhe impede?) Não tenho tanto medo do escuro agora. (está escuro lá?) Sim, (tem alguém lá?) Talvez, pode ter. (sinta) Não tem ninguém, que eu conheça. (sinta) Ninguém. (1 hora depois) Não é que não tem. Tá tudo escuro. Não é aterrorizante. É medo, mas não é pânico. É o medo de encontrar alguma coisa. (medo de encontrar o quê?) Às vezes vem, às vezes vai. (sinta‑se lá) A primeira coisa que me vem é uma bruxa. (ela está lá?) Talvez. (sinta) Acho que não. (você tem receio de encontrá-la?) Sim. (você já a encontrou alguma vez?) Não sei. (sinta) Não dá para saber.

 

(origem do medo de tortura) Só vejo paredes, e cortarem os dedos das mãos. Aqui a luz está forte. (perceba se tem algum ser?) Acho que é uma luz de lâmpadas. (perceba se você que cortou ou se lhe cortaram?) Na verdade, cortaram os meus dedos. (como você era?) Era um homem. Como se eu passasse a mão direita em algo que fizesse talhos. (como é o objeto cortante?) Não dá para ver direito. É algo fixo. Ele é de madeira, e tem lâmina. (uma lâmina?) Um monte de laminazinhas. (para quê era usado isso?) Não sei. Para torturar talvez. (por que você se cortava?) Talvez eu não soubesse que cortava. (sinta por que) Talvez eu fosse muito criança. (idade) 4 anos. (nome) Mau. (o quê ocorreu depois?) Muito sangue, muita dor. (o quê ele fez?) Não sei. (sinta‑se lá) Não sei. (veja 1 hora depois) Não sei. Acho que a minha mão está suja. (é só a mão direita?) É a única que dá medo. (você não foi lavar?) Não. (o quê lhe impede?) Ela está toda cortada, por que eu vou lavar? (para tirar o sangue) Eu só quero ficar com ela apertada assim. (e os seus pais?) Estou sempre sozinho. Eu não tenho pais. (vive só?) Sempre só. (quem cuidava de você?) Uma empregada talvez. Uma empregada de outro, não minha. Uma cozinha. (quem está lá?) É algo de tortura, é algo de cozinha.

 

(origem do medo de insetos grandes) De um enorme inseto na minha cara pousando, e de outro querendo entrar na minha boca. (como você é?) Masculino ainda, criança ainda. (idade) 6 ‑ 7 anos, Val. (o quê ele fez?) Talvez o mesmo inseto, não sei. É quase como se eu não pudesse reagir. (por quê?) Posso estar imobilizado. (perceba?) Estou imobilizado. (o quê imobiliza?) É quase como se eu mexesse devagar, e não pudesse alcançar o rosto. (o quê ocorre?) Não sei. É como se não tivesse um "depois disso". (perceba se morreu) Talvez. Não dá para seguir. Não dá para seguir o quê acontece.

 

(origem do medo de sobrenatural) Nada.

 

(origem do medo de barranco) Eu em cima de um barranco. A impressão de estar sendo empurrado. (como você é?) Masculino e pequeno como sempre. (idade) 13 anos. (nome) Zen ou Sem. (quem lhe empurrou?) Outra criança talvez. (por quê?) Não sei. Brincadeira boba... Não pode ser, é muito alto. (não foi brincadeira?) Querem me jogar mesmo. (tem mais alguém lá?) Acho que não. (o nome da outra criança?) Ram também. (olhe no olho de Ram, e perceba se ele está na vida atual) De uma certa pessoa, a Rejane.

 

(origem da depressão) Ser velho numa vida sem graça. (nome) Não sei. Alguma coisa monossilábica. Vau, 70 e poucos anos. (por que ele estava depressivo?) Porque ele está mole, não faz quase nada, não se sente bem. Tudo é cinza, tudo é ruim, tudo é devagar. (está só?) Sim, sempre estou só. Por isso eu não quero mais ficar só. Cansei de ficar só.

 

(veja sua essência) Algo bem raso e com pedrinhas. (como você era?) Pequenininho. (qual a forma?) Não sei. É bem compacto. (é na Terra?) Talvez. (sinta) Para mim é como se fosse a Terra. (como era esse ser compacto? Humano?) Talvez não. (de onde ele veio?) Do mar. Acho que sim. Pequenininho, redondinho, encaroçado, com duas mãos, como se fosse um crustáceo de 4 patas. Um tatu bola meio fechado. (é uma forma conhecida nossa?) Não. (qual o nome dele?) O nome se repete, Vau.

 

(objetivo da vida atual) Estar com um monte de gente. (pergunte ao mentor se está conseguindo cumprir o objetivo?) "Talvez..." "Claro!" "Você não acha??" (sente a presença dele?) Não. Nesse aspecto, estou só.

 

(origem dos sonhos no Rio de Janeiro antigo) Não sei. Não vem nada. (origem da deficiência de tato) Aquele crustáceo que eu era. (origem da deficiência do olfato) O crustáceo sente a temperatura da água. Ele também não precisa do olfato. O importante é sentir a água. (origem da deficiência de audição) A primeira coisa que me vem é "para quê você precisa de audição?" (origem) Não sei.

 

(corpo astral) Azul, azul escuro. (onde está azul escuro?) Cabeça, mais do lado direito. Tem pouco azul claro, na maioria é azul escuro. (onde está azul claro?) Pequenos trechinhos, mão esquerda, laterais do corpo. (costas?) Azul claro. Azul escuro feio e um azul claro bonito. (pernas) Azul médio.

 

(corpo mental ‑ qual o código?) "Seja feliz." Mas dito como uma obrigação...

 

(origem do pensamento de morte) De novo o garotinho da praça, do parque, da floresta. (ele se suicidou?) Não sei. É como se não evoluísse para uma criatura adulta. (esteja no momento em que essa vida foi interrompida) Suicídio de altura. Mas não é claro. (ele se atirou?) Não sei. (sinta) Não sei.

 

(origem da atração pela cidade de Nova York) Eu vejo fotos e resolvo passear lá.

 

(tubo de luz)
(retorno)
(fim)

 

© Augusto C. B. Areal

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