Minha viagem a Tel Aviv, Nicósia (Chipre), Atenas e Tirana (Albânia)

(cheguei a Tel Aviv em 31/05/09 e voltei a Brasília em 12/06/09)

Em relação a esta viagem, você pode optar por ler o diário mais completo, logo aí abaixo, ou ler apenas o breve resumo, complementando-o com o álbum de fotos.

01/06/2009 (segunda-feira)

Estou em Tel Aviv!

Consegui chegar a Tel Aviv... Eu disse “consegui” porque, como eu esperava, foi a primeira vez em 10 anos que implicaram comigo na imigração... Eu já sabia que isso ia acontecer: afinal, viajando sozinho e dizendo que vim apenas “passear por Tel Aviv”, (sem ter um propósito turístico mais “normal”) é claro que iam querer me checar melhor... ;-)

Mas me trataram super bem e com muita educação, e após uns 50 minutos e muitas perguntas, me liberaram na boa. Ajudou bastante, pelo visto, eu ter o visto dos EUA (que eles logo xerocaram) e ter reserva no hotel (coisa que quase nunca faço, mas que fiz desta vez justamente porque sabia que podia ajudar).

Como já estava de noite quando cheguei, o único local mais interessante que pude conhecer foi um supermercado... Aliás, é a primeira vez que vejo quase tudo num alfabeto ininteligível. Em Belgrado o alfabeto era cirílico, mas dava para entender um pouco, e muitas coisas estavam no nosso alfabeto. Em Beirute, quase tudo vinha escrito em dois alfabetos, árabe e latino, ou seja, era super fácil saber o que era cada coisa; já aqui, a maioria das coisas está apenas em alfabeto hebraico. Achei, por exemplo, um monte de xaropes em garrafa, mas precisei da ajuda de uma simpática senhora para me dizer quais eram os sabores de cada um... E acabei comprando algumas sobremesas (tipo pudim, iogurte e etc.) às cegas mesmo, só logo mais saberei se me dei bem ou não...

Bom, aqui já são 1:40 da manhã (são 6 horas a mais) e como pretendo acordar umas 8h da manhã, para aproveitar o dia, não posso ficar muito mais...

03/06/2009

Na terça-feira de manhã fui em busca de um outro hotel, de preferência um que tivesse uma bela vista. E acabei encontrando, a 2 quadras do meu hotel, o hotel dos sonhos, o “Deborah”. Um prédio não tão alto (uns 10 andares) mas todo cercado de prédios mais baixos. E com escada de incêndio totalmente aberta (e portanto panorâmica) de um lado e janela que abria totalmente no corredor do outro lado. Resultado: uma maravilhosa vista panorâmica de Tel Aviv em 360º. E ainda mais barato que meu primeiro hotel. O que mais eu poderia querer?

E passei a terça-feira e a quarta-feira em Tel Aviv. Uma cidade legal, onde peguei belos dias de sol mas também peguei o outro lado da moeda, um calor já algo excessivo. Uma cidade de pessoas normais e tranquilas, onde nada leva a pensar que é um país com conflitos, e onde me senti completamente seguro (incrível como os brasileiros têm uma ideia totalmente errada daqui). Apenas gostaria que estivesse um pouquinho mais frio...

Alguns pontos:

- as mulheres são interessantes, embora não tanto, para meu gosto, quanto as de Beirute ou de Bogotá. E homens e mulheres poderiam perfeitamente se passar por brasileiras, se a gente pegasse um grupo de pessoas na rua, aleatoriamente, e colocasse para caminhar numa rua brasileira...

- como se pode ver nas fotos que fiz, uma cidade que tem várias partes que lembram bairros de zona sul do Rio. Interessante como Beirute e Tel Aviv são duas das cidades com mais “que” de cidades brasileiras que já visitei... muito mais coisas em comum com nossas cidades do que a maioria das cidades europeias, mais coisas em comum até mesmo que uma cidade tão próxima da gente como Buenos Aires...

- os prédios residenciais são abertos, só têm a porta da portaria, não têm grades... parece que assaltos não são motivo de receio por aqui... tudo muito tranquilo, sem indigentes, sem imigrantes mal-encarados...

- terça-feira à tarde fui para o “mirante clássico” da cidade, no Azraeli Center, um complexo que tem um grande shopping center e uma prédio de uns 50 andares... Só que, ao lá chegar, me disseram que o mirante estava fechado por conta de um evento, e que eu teria que voltar no dia seguinte. E quando voltei na quarta-feira, o que me dizem? Que está fechado de novo para um evento! Só que a moça me reconheceu, e perguntou (em inglês): “você veio aqui ontem, não foi?” E como ela mesma tinha me dito para voltar hoje, ela disse que ia me deixar subir mesmo com o pessoal arrumando lá em cima... e assim, lá estava eu, o único turista no mirante, filmando e tirando fotos enquanto um monte de gente arrumava mesas e um DJ ficava ensaiando o som e as músicas para o evento que teria à noite...

04/06/2009 quinta-feira

Dia de ir para o Chipre! Minha intenção era ficar um dia a mais em Israel, mas não tinha como, pois só havia um voo diário e só havia vaga na quinta...

Quando fui para o aeroporto de Tel Aviv para o voo, nova experiência interessante: nunca tive minha bagagem tão, mas tão investigada! Pensem numa análise o mais minuciosa possível... e multipliquem isso que pensaram por 3! Tudo com muita educação, e sem maiores exposições (não fazem a gente expor as roupas da mala, por exemplo – mas apalpam tudo que tem dentro da mala, e esfregam um sensor químico  em tudo que é lugar, para depois passarem o sensor numa máquina e verem se for detectada alguma substância perigosa). A investigação da bagagem no aeroporto de Tel Aviv é uma “atração turística” por si só! Não é a toa que a gente tem que chegar ao aeroporto com 3 horas de antecedência, e não com 2 horas, como nos outros países...

E assim, cheguei ao aeroporto de Larnaca, já que a capital do Chipre, Nicósia, não tem aeroporto. Peguei uma van e fui para Nicósia.

Interessante a paisagem que encontrei no caminho. Árida, semi desértica, sem árvores, sem fazendas... Até bonita se vista por um tempo curto, mas cansativa no final.

No ponto final da van tive que pegar um taxi para o centro de Nicósia, que era meio afastado ainda. Pedi ao motorista que me deixasse num local com vários hotéis, e ele foi bem eficiente... Achei um pequeno e aconchegante hotel de 2 andares, o Rimi, e como havia vagas, resolvi ficar de uma vez. Lembro que a recepcionista, uma jovem de beleza exótica e com uma interessante maquiagem em tons de verde, quando soube que eu era do Brasil disse “Brazil is my dream!”. E eu pensei comigo: “And YOU would be the dream of many Brazilians!”. ;-D

 

(abaixo, uma mensagem que escrevi em um cybercafé na quinta de tarde:)

Escrevendo rapidinho soh para dizer que estou, pela primeira vez na vida, num pais que nao existe perante o resto do mundo: estou na "Republica Turca do Norte de Chipre", que soh eh reconhecido pela Turquia.

Em 1974 a Turquia invadiu o Chipre e o pais acabou dividido entre o Chipre "de verdade" e a parte turca (que corresponde a 1/3 da ilha). A capital ficou dividida em duas ateh hoje, e estou hospedado na parte que eh a capital do Chipre "de verdade" (que faz parte da Comunidade Europeia, etc). Mas bastou cruzar a "linha verde" administrada pelas Nacoes Unidas, passar por um controle de passaporte simples e vir passear no lado turco, "outro pais" na pratica (alfabeto latino e nao o grego, moeda lira turca e nao o euro, etc). Daqui a pouco volto pro Chipre...

 

Que experiência interessante! Sair do hotel, andar alguns quarteirões a pé, e ir a pé para outro país! Mesma cidade, mas tudo diferente... alfabeto diferente, moeda diferente, e um povo totalmente diferente em termos de aparência, afinal são turco-cipriotas e não grego-cipriotas.

Alguns pontos:

- impressionante como a parte grego-cipriota de Nicósia está muito melhor e mais desenvolvida que a parte turco-cipriota, que tem um aspecto semi abandonado e decadente. Quando se sobe ao mirante que tem na parte grego-cipriota, eles inclusive enfatizam isso, que a gente compare o aspecto de uma parte com o aspecto da outra...

- por outro lado, a parte moderna da Nicósia grego-cipriota é uma das cidades mais sem graça que já visitei na vida... rica, arrumadinha, mas pouco densa e sem sal... Só o centro clássico da cidade, de prédios mais baixos e ruas mais estreitas, é de fato interessante.

- as greco-cipriotas são bonitas e esbeltas, mas sem muita bunda...

07/06/2009 domingo

Fiquei no Chipre na quinta e na sexta, e peguei o voo para Atenas no final da tarde de sexta-feira, chegando a Atenas à noite. Hospedei-me num hotel junto da Omonia Square, que aparecia numa foto que eu via desde que tinha uns 10 anos de idade... Assim, sempre sonhei estar no local daquela foto...

E no dia seguinte, com uma cópia da foto em mãos, consegui identificar o prédio de onde a foto tinha sido feita. Na portaria, vi que havia uma agência de turismo no 4º andar. Bingo! Eu iria à agência de turismo, perguntaria sobre passagens para Tirana (meu próximo destino) e aproveitaria para pedir para tirar umas fotos a partir da janela delas... E assim consegui fazer um quase clone da foto que eu tinha, com quase 30 anos de diferença (a original devia ter sido tirada por volta de 1969-1971, imagino).

Depois, como sempre, me pus a circular pela cidade, contando inclusive com a ajuda daqueles ônibus turísticos de 2 andares cuja parte de cima é aberta, e que passam de meia e meia hora nos principais pontos.

Mas o fato é que Atenas foi uma das maiores decepções que já tive em todas as minhas viagens. Que cidadezinha homogênea, sem graça, sem sal... Atenas parece um enorme “ctrl c ctrl v” de apenas alguns tipos de prédios e quarteirões... E ainda um povo nada simpático (os israelenses e, como pude ver depois, também os albaneses são bem mais simpáticos)... e ainda tudo caríssimo... De Atenas só se salvaram a Acrópole e também as mulheres gregas, que são até bonitinhas (ainda que percam, pro meu gosto, das colombianas de Bogotá e das croatas de Zagreb, por exemplo)

Outros pontos:

- acabei estando em Atenas em pleno dia de eleições (domingo);

- o centro da cidade é meio maltratado, com um certo aspecto decadente; já os bairros residenciais têm bom aspecto.

- as atenienses são, tal como as grego-cipriotas de Nicósia, bonitinhas e esbeltas, mas sem bunda... Já os homens... não creio que as mulheres os fossem achar “deuses gregos” coisa nenhuma..

- para um fã de produtos diferentes de supermercado, um detalhe curioso: em Israel, em Chipre e na Grécia simplesmente não vi sucos em pó! Por alguma estranha razão, eles não têm sucos em pó...

09/06/2009

Finalmente estou na interessantíssima Tirana, a capital da Albânia!!!

Uma das cidades que eu sempre sonhei muito conhecer. Na verdade, sempre sonhei conhecer todos os países do mundo, mas algumas cidades eram mais especiais... Nova Iorque, Johannesburg, Beirute, Belgrado...

Tirana tinha tudo para ser uma cidade diferente das outras. A Albânia foi o único país comunista da Europa que rompeu com a União Soviética, o que ocorreu nos anos 50. Aí se aliou à China, tornado-se o único aliado europeu da China. Mas nos anos 80, quando a China começou a fazer reformas na economia, a Albânia rompeu com a China também... E além disso tudo, no final dos anos 60 a Albânia ainda se tornou o único país oficialmente ateu do mundo (países como a União Soviética, a China, etc., reprimiam as religiões, mas não chegavam a se declaram oficialmente ateus). Então, no final dos anos 80, tínhamos um país brigado com a URSS, com a China, com Deus...  Um país do qual pouco se sabia.

Lembro-me que quando eu estava na UnB, lá pelo ano de 1985, um professor que havia estado no país foi fazer uma palestra sobre “a vida na Albânia”. E lá fui eu, cheio de interesse... lembro-me de duas coisas que me marcaram: primeiro, quando ele disse que “não era proibido ter religião, era proibido ter manifestações religiosas”. Legal, não é? Eles fecharam todas as igrejas e todas as mesquitas, você não podia fazer qualquer manifestação de religião, mas “não era proibido ter religião”... Além disso, uma hora o professor falou que a Albânia não tinha dívida externa, mas depois falou que eles haviam construído uma certa fábrica com “empréstimo a juros baixos feito pela China”. Ué, não tem dívida mas tem empréstimo pelo qual paga juros? Pena que nessa época eu ouvia as coisas quieto... se fosse o meu eu de hoje esse “professor” iria ver...

Bom, mas o fato é que no comecinho dos anos 90 a Albânia finalmente começou a se democratizar... e hoje é um país democrático e de economia de mercado...

E assim, eis que finalmente chego aqui... ainda no avião já comecei a me surpreender. A cidade, que até 1980 pelo menos tinha um único prédio alto, era muito maior, muito mais cheia de edifícios altos do que eu imaginava, mesmo já tendo visto fotos recentes que achei no Google imagens. E assim que me instalei no hotel e me pus a andar, numa linda tarde de sol, encontrei uma cidade linda, colorida, viva, e muito mais interessante, pro meu gosto, do que Atenas, de onde eu havia acabado de vir.

Uma cidade onde cada rua é maravilhosamente diferente da outra, bem ao contrário de Atenas, onde todos os quarteirões pareciam iguais. Uma cidade com tudo que é tipo de edifício: edifícios velhos de 4 andares sem elevador, da época do comunismo; edifícios de 8 a 15 andares estilo edifício residencial brasileiro dos anos 70-80; e edifícios comerciais modernos, de 15 a 20 andares, que em nada ficam a dever dos de Brasília. Uma cidade onde o prefeito, alguns anos atrás, fez com que os prédios residenciais fossem pintados de cores vivas, de padrões multicoloridos... só mesmo vendo as fotos.

Muitas coisas chamam a atenção. Por exemplo, boa parte dos prédios de 4 andares sem elevador, da época do comunismo, estão em estado deplorável por fora... muitos estão em tijolo aparente. Lembram quase uma mistura de prédios das 400 de Brasília com aquelas construções em tijolo aparente das favelas do RJ... mas com um detalhe: os carros.  Uma hora lá estava eu entre prédios que pareciam de favelas. Mas os carros na minha frente? Um Ford Focus, um Mercedes e uma BMW! Andei mais um pouco e mais alguns carros parados junto ao prédio em tijolo aparente: um Audi, outro Mercedes e (enfim) um carro mais normal... Não é a toa que um guia de viagem disse que Tirana é uma das cidades do mundo com mais Mercedões... é verdade. Parece que boa parte são dos anos 90 ou pelo menos com mais de 5 anos (acho que já chegam à Albânia usados, vindo de outros países). Mas carrão bom e novo também não falta. Em termos de carros, não importa para que lado eu vá, não parece que eu esteja no que ainda é considerado “o país mais pobre da Europa”.

Além dos prédios os mais variados possíveis, além dos carros tchans, o que mais temos?

- uma cidade cheia de lindos cafés e bares chiques... bem que o guia havia falado da vida noturna daqui... plena terça-feira e tantos cafés e bares chiques cheios, de noitinha, que pareceria uma sexta-feira animada de uma cidade brasileira;

- as mulheres não são nem exatamente bonitas nem chegas a ser feias... Em poucos lugares vi tantas mulheres “mais ou menos”. Em Tel Aviv (Israel), em Nicósia (Chipre) e em Atenas elas eram mais bonitas... embora na média as albanesas ainda ganhem das brasileiras (eu disse na média: há muito mais brasileiras de fato bonitas, mas também há muito, mas muitíssimo mais brasileiras muito feias).

- a única coisa que não gostei: há duas pequenas mesquitas aqui na área central (elas foram fechadas na época do comunismo, mas depois reabriram). Pois bem: essas mesquitas têm aqueles autofalantes nas torres, e algumas vezes por dia tem aquele “ualáááá blá blá blá” do cara chamando para as orações... Num país muçulmano de fato como a Turquia, tudo bem, mas num país onde hoje menos de 25% da população é muçulmana de fato... acho uma tremenda invasão do espaço daqueles que não têm religião (cerca de 70%) e dos que são cristãos ou de outras religiões. Até dentro do quarto do meu hotel, de manhã, ouço a chamada vindo da mesquita... sorte que dura apenas alguns minutos de cada vez. Mas é um saco... as chamadas das mesquitas são  que nem carros de som com manifestação de sindicalistas brasileiros: parece que todos que falam têm a mesma voz, e que escolheram a pessoa que tinha a pior voz possível...

No mais, falar da minha experiência aqui em Tirana só será algo mais completo quando eu depois anexar algumas fotos... esta é uma cidade cujo relato realmente precisa de fotos.

11/06/2009

De Tirana fui para Roma, que era na prática só uma escala. Cheguei às 13:30 no aeroporto, e precisava fazer o check-in às 20h... Acabei conhecendo uma simpática zambiana no aeroporto, quando fui deixar minhas malas no guarda-volumes...

Tudo começou quando, ao chegar na esteira de bagagens, procurei por pessoas que tivessem passaporte brasileiro, para finalmente falar com alguém em português. Vi uma bela jovem negra com passaporte da cor do brasileiro, e olhei por trás, sem ela ver, a capa do passaporte... quando vi que era “Zambia” e não Brasil, deixei para lá. Porém, quando estou na pequena fila do guarda-volumes, eis que chega a zambiana atrás de mim... aí resolvi arriscar que ela seria da capital, Lusaka, e falei para ela, sem nenhuma pretensão além de bancar o adivinho: “You are from Lusaka!” (mais afirmando do que perguntando). Ela sorriu surpresa, quase como se tivesse encontrado um vidente... disse que era de fato de Lusaka, e vendo que eu também deixava minhas bagagens ali, perguntou se eu ia para o centro da cidade. Quando eu respondi que ia, ela perguntou se podia ir comigo - o avião dela também só sairia de noite, e ela queria ir ao Coliseu...

E assim fiz a única parte da viagem com companhia... numa bela tarde de sol e temperatura perfeita, fomos até o Coliseu, e depois ainda conseguimos ir ao Vaticano! Fomos, aliás, o último grupo de turistas a entrar na Basílica de São Pedro: mais um pouco e já a teriam fechado... Eu fiz a bela zambiana viajar do meu jeito, bem acelerado em alguns momentos (exatamente para dar tempo de ver as coisas com calma, “corra em alguns momentos para poder parar tranquilo em outros”) e pensei que ela não tivesse gostado do tanto que a fiz correr... Porém, quando eu estava já no Brasil, ela disse pelo Skype que adorou viajar comigo, e disse que se não estivesse comigo, jamais teria conseguido ir ao Vaticano, teria ido no máximo ao Coliseu e olhe lá...

Do Vaticano voltamos (de metrô e depois trem expresso) ao aeroporto, onde peguei o voo de Roma para São Paulo, e depois o voo de SP para Brasília...

The end!

 

Um breve resumo

(veja também o álbum de fotos)

Dia 1 eu cheguei a Tel Aviv. Como eu já esperava, fizeram um monte de perguntas para mim no aeroporto. Me seguraram por mais de 50 minutos. Aliás, foi a segunda vez, em todas as minhas viagens, em que tive um mínimo de dificuldade na imigração de algum país (a outra vez foi em 1995, quando entrei em Porto Rico vindo da Rep. Dominicana). Mas até que dou razão aos israelenses: um cara vindo sozinho, dizendo que veio apenas passear por Tel Aviv... Ajudou bastante, pelo visto, eu ter o visto dos EUA (que eles logo xerocaram) e ter reserva no hotel (coisa que quase nunca faço, mas que fiz desta vez justamente porque sabia que podia ajudar). E foram super educados.

Aí fiquei 2 dias em Tel Aviv... Uma cidade legal, onde peguei  dias de sol mas também um calor já algo excessivo (aliás, na viagem toda, só peguei sol até agora). Uma cidade de pessoas normais e tranquilas, onde nada leva a pensar que é um país com conflitos, onde me senti completamente seguro (as pessoas têm uma ideia totalmente errada daqui). Apenas gostaria que estivesse um pouquinho mais frio...

Em Tel Aviv, nos supermercados, pela primeira vez vi quase tudo num alfabeto ininteligível. Em Belgrado (onde estive em 2001) o alfabeto era o cirílico, mas dava para entender um pouco, e muitas coisas estavam também no nosso alfabeto. Em Beirute, quase tudo vinha escrito em alfabeto árabe e alfabeto latino, ou seja, era super fácil saber que coisa era o que; já nos supermercados israelenses, a maioria das coisas está apenas em hebraico. Achei, por exemplo, um monte de xaropes em garrafa, mas precisei da ajuda de uma simpática senhora para me dizer em inglês quais eram os sabores de cada um...

Quando fui para o aeroporto de Tel Aviv para o meu próximo voo, nova experiência interessante: nunca tive minha bagagem tão, mas tão investigada. Pensem numa análise o mais minuciosa possível... e multipliquem isso que pensaram por 3! Tudo com muita educação, e sem maiores exposições (não fazem a gente expor as roupas da mala, por exemplo – mas apalpam tudo que tem dentro da mala, e esfregam um sensor químico  em tudo que é lugar, para depois passarem o sensor numa máquina e verem se for detectada alguma substância perigosa). A investigação da bagagem no aeroporto de Tel Aviv é uma atração turística por si só!

Bom, de Tel Aviv foi para o Chipre... Uma ilha cuja história eu cheguei rapidamente a escrever para alguns. Em Nicósia, que eles enfatizam ser “a última capital dividida da Europa” (depois que Berlim Ocidental e Berlim Oriental se reuniram) eu pude dar uma voltinha de algumas horas no lado pertencente à “República Turca do Norte de Chipre”, que é um país “de fato” (quase que nem Taiwan) mas que só é reconhecido pela Turquia. Um país com um povo bem diferente (os turco-cipriotas são visivelmente bem diferentes de rosto dos grego-cipriotas), com um alfabeto diferente (latino, e não grego), e com moeda diferente (usam lira turca, e não euro como no Chipre “de verdade”). O Chipre “de verdade”, o país reconhecido pelo resto do mundo, e com muitas ligações com a Grécia, tem controle de fato sobre somente 2/3 da ilha.

Do Chipre fui para Atenas, na Grécia. E Atenas foi uma das maiores decepções que já tive em todas as minhas viagens. Que cidadezinha homogênea, sem graça, sem sal... Atenas parece um enorme “ctrl c ctrl v” de apenas alguns tipos de prédios e quarteirões... E ainda um povo nada simpático (os israelenses e, como pude ver depois, também os albaneses são bem mais simpáticos)... e ainda tudo caríssimo... De Atenas só se salvaram a Acrópole e também as mulheres gregas, que são até bonitinhas (ainda que percam, pro meu gosto, das colombianas de Bogotá e das croatas de Zagreb, por exemplo)

E finalmente, de Atenas vim para Tirana, a capital da Albânia... Uma cidade surpreendente e linda, muito melhor e mais desenvolvida do que eu pensava, e toda colorida...

De Tirana fui para Roma, que era na prática só uma escala. Cheguei às 13:30 no aeroporto, e precisava fazer o check-in às 20h... Acabei conhecendo uma simpática zambiana no aeroporto, quando fui deixar minhas malas no guarda-volumes... o avião dela também só sairia de noite, e quando ela soube que eu também iria para o centro da cidade, perguntou se podia ir comigo. E assim fiz a única parte da viagem com companhia... numa bela tarde de sol e temperatura perfeita, fomos até o Coliseu, e depois ainda conseguimos ir ao Vaticano. Voltamos ao aeroporto, onde peguei o voo de Roma para São Paulo e depois para Brasília.

The End!

Augusto

 

© Augusto C. B. Areal

Todos os meus textos estão registrados no E.D.A. da Biblioteca Nacional
 e são protegidos nos termos da Lei 9.610 dos Direitos Autorais.

 Voltar à página inicial