Coleção de cartões postais de Brasília

 

A Cidade de Brasília

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Tenho uma das cinco maiores coleções de cartões postais do Brasil, herdada de meu pai.

Dentro desta coleção, tenho naturalmente o que se poderia considerar como várias coleções menores independentes. Dentre estas, a mais organizada e completa seria a coleção de cartões postais de Brasília.

Se você é colecionador / amante da cartofilia, ou se está pesquisando acervos de imagens para utilizar em um livro, entre em contato comigo. Além de mais de 1.200 cartões postais de Brasília diferentes, que organizei por assunto, tenho um banco de imagens com centenas de fotos próprias, tiradas ao longo dos últimos 20 anos.

 

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Como fotógrafo, tive fotos minhas publicadas em mais de 25 cartões postais de cinco editoras diferentes.

 
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Tenho cartões postais das seguintes editoras, entre outras:
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Colombo

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Gráfica Lady

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Mercator

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Edicard

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Foto Impress

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Paraná-Cart

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Souvenir Brasília

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Canopus

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Ambrosiana

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BrasíliaCard / Mercado do Papel 

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Brascard 

A Colombo produziu boa parte dos postais de Brasília na época da construção e no começo dos anos 60.

A Edicard foi a editora dominante nos anos 80. Publicou seus últimos cartões novos em 1990, e fechou pouco depois.

A FotoImpress saiu do mercado brasiliense em 1989, quando vendeu seus fotolitos e seu estoque de postais para Eduardo Barbosa. Este reimprimiu diversos cartões, e fez alguns novos, com o nome de Souvenir Comércio e Representações de Presentes Ltda (não confundir com Souvenir Brasília, empresa distinta). Posteriormente, Eduardo publicou seus postais sob o nome BrasiliaCard, que depois mudaria para "Mercado do Papel" e finalmente para "Comercial São Fidélis".

A Cluposil publicou alguns poucos postais de baixa qualidade, com fotos inexpressivas, vendidos em muito poucos lugares, por volta de 2000. A Litoarte nunca chegou a fazer postais próprios, embora tenha produzido cartões para a Canopus (uma pequena micro-empresa que fundei em 1989 e pela qual fiz apenas 4 cartões) e para a BrasiliaCard.

A Brascard, que herdou os fotolitos da Mercator / Gráficos Brunner, começou a produzir postais de Brasília no final dos anos 90, e se tornou a editora predominante atualmente.

 

Curiosidades e erros nos cartões postais de Brasília:

 

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Parecem iguais, mas são diferentes:

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Há alguns casos de duplas de postais praticamente idênticos, feitos com apenas alguns segundos de diferença. Nestes casos, um dos postais era editado pela Mercator e o outro pela FotoImpress;

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Há um caso similar em que duas fotos praticamente idênticas, mas feitas com exposições bastante diferentes, deram origem a dois postais distintos, mas dentro da mesma série especial (de nove postais ao todo) produzida pelo MRE.

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Outro caso de postais distintos, mas virtualmente iguais, é o de três postais  do Brasília Palace Hotel, produzidos pela Colombo. Têm variações sutis de enquadramento.

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Curiosidades diversas:

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Há um postal da Souvenir Brasília que tem duas fotos: uma da Catedral e outra do Papa João Paulo II. O curioso é a foto da Catedral a mostra ainda na época da construção. Se a Catedral de Brasília foi inaugurada em 1970, e o postal é no mínimo de 1978 (pois mostra o Papa), por que fizeram o postal com uma foto tão antiga?

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Há ao menos um caso de postal publicado com o nome do autor errado: uma vista aérea de Brasília, de minha autoria, saiu na 2ª edição erroneamente com “Foto de Eduardo Barbosa”. A 1ª e a 3ª edições trazem corretamente a minha autoria – “Foto de Augusto Areal”.

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O recorde de "sobrevivência no mercado" de um postal de Brasília seria de, no mínimo, 32 anos!  Há um postal mostrando o Pôr do Sol na Praça dos Três Poderes, produzido pela Mercator, que já existia em 1972 (tenho um exemplar com carimbo dos correios de maio de 72). Esse mesmo cartão, agora produzido pela Brascard, era vendido nas bancas de Brasília em pleno ano de 2004!

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Há pelo menos um postal "invertido", ou seja, impresso ao contrário - lado esquerdo trocado pelo esquerdo, como se visto num espelho. Mostra a Asa Sul invertida, parecendo ser a Asa Norte, e os carros, por conta da inversão, estão em "mão inglesa"...

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Legendas curiosas:

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Há um postal, que mostra o prédio da Esaf, que saiu com a interessante legenda “Brasília - Vista Parcial”, apesar de ser uma foto tirada do chão e mostrando apenas um único prédio. Se formos pensar bem, qualquer postal de qualquer cidade é uma “vista parcial”... Acho que o que ocorreu foi que, na hora de produzirem o verso do postal, não sabiam exatamente que prédio era aquele...

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Um postal da Colombo mostra o Lago Paranoá com a legenda “Lago Israel Pinheiro”, sendo o único lugar onde alguma vez vi o Lago ser chamado por este nome...

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Legendas erradas – veja quantos erros:

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Uma série de postais “metalizados”, editada pela Ambrosiana, foi pródiga em erros de legenda:

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Fizeram dois postais do Palácio do Planalto. Em um o edifício é chamado de “Palácio do Planalto”, mas em outro a legenda é “Estátua dos Bandeirantes e Palácio dos Despachos”. Escrever “Palácio dos Despachos” não estava errado, já que o prédio também era conhecido assim, embora seja curioso usar dois nomes diferentes numa mesma série. Porém, chamar a escultura “Os Guerreiros” (também conhecida como “Os Candangos”) de “Estátua dos Bandeirantes” é um erro injustificável!

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Na mesma série, a mesma Ambrosiana chama a Torre de TV de “Torre de Brasília”, expressão que nunca vi ser usada em nenhum outro lugar;

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Ainda na mesma série, o prédio do Ministério da Justiça aparece com a legenda “Vista do Tribunal de Contas da União”.

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A escultura “Os Guerreiros” é chamada de “Os Guerrilheiros” (incrível!!!) em um postal da Edicard.

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Aliás, esta escultura é chamada de tudo quanto é nome diferente em postais: “Os Guerreiros”, “Os Guerrilheiros”, “Os Candangos”, “Monumento aos Candangos”, “Monumento ao Candango” (no singular), e até de “2 Candangos” – encontrei 6 nomes diferentes ao todo!

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Um postal da Paraná Cart se confunde e chama o prédio do Supremo Tribunal Federal de “Palácio dos Despachos” (o outro nome do “Palácio do Planalto”, que estaria na verdade nas costas do fotógrafo).

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Em um postal recente do Ginásio Nilson Nelson, o nome que aparece é “Ginásio de Esportes Presidente Médici” – este era o nome antigo, que já havia sido mudado para Nilson Nelson vários anos antes de o postal ser publicado.

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Um postal recente da Cluposil, mostrando o Lago Paranoá, traz a seguinte legenda pitoresca, em letras bem grandes sobre a foto: “Rio Paranoá”.

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Um postal recente traz a legenda “Eixo Monumental” em letras grandes, na frente do postal, mas mostra na verdade o Eixo Rodoviário.

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Outro postal recente traz a legenda "Pôr do Sol no Congresso", mas mostra na verdade o amanhecer, pois o sol está no lado "errado"...

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Finalmente, o erro mais comum de todos é um erro de grafia: boa parte dos postais que mostram o prédio do Itamaraty trazem a grafia “Itamarati”, com “i” no final.
 


Acima, postal que produzi no final de 2004. É o nº 200 da Brascard.
Veja o postal ampliado e mais detalhes clicando aqui.


© Augusto Areal, 2004-2007. Direitos reservados.
Textos registrados na Biblioteca Nacional.